Toda empresa que vende parcelado no cartão carrega uma agenda de recebíveis.
Ela tem valor definido, data certa para cair na conta e fica registrada em sistemas autorizados.
Ainda assim, muitas empresas olham para os recebíveis de cartão só como forma de receber: o dinheiro que vai entrar, um dia.
“A venda já aconteceu. O recebível é um ativo.”
Na Valorem, a frente de cartões nasceu com essa lógica: tratar as vendas no cartão como fonte de crédito, e não apenas como meio de pagamento.
Essa agenda pode virar caixa antes do prazo e também pode sustentar operações de crédito maiores. O caminho depende do volume, do perfil das vendas e de como a agenda está hoje.
Resposta rápida
Como as vendas no cartão viram crédito para a empresa? De dois jeitos. Na antecipação, a empresa recebe antes o valor das vendas parceladas, inclusive com uma instituição diferente da maquininha, desde que a agenda esteja livre. Como garantia, a carteira de recebíveis de cartão pode sustentar operações estruturadas maiores, sozinha ou combinada com outros ativos.
Neste artigo
O que torna as vendas no cartão um ativo de crédito
As vendas no cartão viram ativo de crédito porque geram recebíveis com valor e data definidos, registrados em sistemas autorizados pelo Banco Central. Cada parcela a receber é um direito da empresa que pode ser antecipado ou usado como garantia. É essa previsibilidade que permite tratar a agenda como fonte de crédito.
Da venda ao crédito
01 →
Venda parcelada
O cliente paga em parcelas, e a empresa passa a ter valores a receber.
02 →
Agenda registrada
Cada parcela fica registrada com valor, data e titular.
03 →
Análise da agenda
Volume, prazos e situação da agenda definem o que é possível.
04
Crédito
Antecipação das parcelas ou uso da carteira como garantia.
Desde 2021, as transações com cartão passaram a ser registradas nesses sistemas. Foi isso que separou a agenda da empresa que processa as vendas: o recebível deixou de ficar preso à maquininha.
Na prática, a empresa pode receber em uma adquirente e negociar a agenda com outra instituição.
Antecipar recebíveis de cartão: como funciona e o que verificar
Antecipar recebíveis de cartão é receber antes o valor das vendas parceladas, com um desconto pela antecipação. Com o registro, a operação pode ser feita com uma instituição diferente da que processa as vendas. A condição é que a agenda esteja livre, sem trava ou cessão contratada com outra instituição.
O que verificar antes de antecipar
A agenda está livre?
Uma agenda travada ou cedida por contrato a outra instituição não pode ser usada por terceiros até ser liberada.
Quanto faz sentido antecipar?
Nem sempre é a agenda inteira. A parcela certa depende do uso do recurso e do ciclo de caixa.
O volume justifica a operação?
Na Valorem, a análise começa a partir de R$ 100 mil em recebíveis de cartão a antecipar, um parâmetro nosso.
Qual o papel no caixa?
Cobrir um descasamento pontual pede uma solução diferente de financiar uma temporada inteira de vendas.
O ponto que mais pede atenção é a trava. Se a agenda estiver comprometida por contrato com outra instituição, a empresa não consegue operar com terceiros enquanto esse contrato estiver ativo.
Quando a agenda está livre, a antecipação funciona melhor dentro do planejamento do que no aperto. É a mesma lógica da antecipação de recebíveis usada como estratégia, aplicada às vendas no cartão.
Dado de mercado
Segundo a Abecs, o quarto trimestre concentra 27% das vendas com cartão do ano. Para quem vende parcelado, é o período em que a agenda de recebíveis tende a crescer e em que usá-la como fonte de crédito pode pesar mais no caixa.
Recebíveis de cartão como garantia em operações estruturadas
Além da antecipação, a carteira de recebíveis de cartão pode servir de garantia em operações estruturadas. Nesse caso, os recebíveis ficam travados no sistema de registro em favor da operação, o valor de cada parcela é usado para quitar o crédito e a diferença retorna para a empresa.
Como a garantia funciona
01Trava no registro
Os recebíveis comprometidos com a operação ficam travados no sistema de registro.
02Recebimento das parcelas
O valor de cada parcela é direcionado à operação, conforme o vencimento.
03Repasse da diferença
O que excede o necessário para a operação volta para a empresa.
A trava protege a operação contra duplicidade e desvio de recebíveis. É ela que dá segurança para usar a agenda como garantia de um crédito maior ou mais longo.
A carteira de cartão também pode ser combinada com outros ativos, como imóvel, terreno ou investimento. Vale entender como as garantias reais entram na estruturação de crédito para enxergar o conjunto.
Quer saber o que a agenda de cartão da sua empresa comporta? Vamos conversar.
Nosso time analisa com você se a sua agenda comporta antecipação, garantia ou as duas coisas.
Antecipação ou garantia: qual caminho faz sentido para a sua empresa
A antecipação resolve prazo: transforma vendas parceladas em caixa de agora. A garantia resolve escala: usa a carteira para sustentar uma operação maior e mais longa. O caminho certo depende do motivo pelo qual a empresa precisa do recurso, do tamanho da agenda e de como ela está hoje.
| Caminho | Quando faz sentido | O que avaliar |
| Antecipação | Descasamento de caixa, folha, fornecedores ou estoque de temporada | Situação da agenda, valor a antecipar e custo da operação |
| Garantia em operação estruturada | Crédito maior ou de prazo mais longo, como expansão ou investimento | Volume e recorrência das vendas no cartão e demais garantias |
| As duas combinadas | Necessidades de curto e de longo prazo ao mesmo tempo | Quanto da agenda fica livre depois de cada operação |
Na nossa experiência, a agenda tende a render mais como fonte de crédito em empresas que vendem parcelado com ticket médio relevante, como vestuário, materiais de construção, clínicas odontológicas e de estética, estética automotiva e grandes atacadistas.
Negócios que vendem quase tudo à vista, como postos de combustível e pequenos mercados, ou com ticket baixo, como farmácias, costumam ter menos agenda para usar.
Como a Valorem atua com recebíveis de cartão
Na Valorem, os recebíveis de cartão são tratados como fonte de crédito. Atuamos como subadquirente e também antecipamos recebíveis de vendas feitas em outras adquirentes, pelo sistema de registro. A carteira ainda pode compor garantias em operações estruturadas, sozinha ou com outros ativos.
São três frentes na mesma estrutura: meio de pagamento, antecipação sem trocar de adquirente e carteira de recebíveis como garantia. A terceira é a que costuma passar despercebida, e é a que pode abrir operações maiores.
Na antecipação de recebíveis, a análise começa pelo valor que a empresa quer antecipar. Nas operações estruturadas, a carteira entra como uma das garantias possíveis.
Perguntas frequentes
A agenda de cartão já existe na sua empresa. A questão é se ela está trabalhando só como forma de receber ou também como fonte de crédito.
Se eu tivesse que organizar essa decisão em uma ordem, seria esta:
A ordem da decisão
Valorem. Estratégia financeira para empresas que querem crescer.
Descubra o potencial financeiro da sua operação.
Fale com o time de especialistas da Valorem e descubra como a agenda de cartão da sua empresa pode virar crédito, por antecipação ou como garantia.
Falar com um EspecialistaCharlote Odebrecht
Vice-Presidente e CEO do Grupo Valorem, responsável pela gestão estratégica do grupo. Com mais de 22 anos de experiência em gestão de negócios nacional e internacional, liderou a implantação do FIDC da Valorem, impulsionou crescimento de 345% na carteira de ativos e conduziu o reconhecimento da empresa como o primeiro FIDC do Brasil certificado pelo Great Place to Work. MBA pela FGV e módulo internacional pelo Instituto Universitário de Lisboa.
Ver perfil completo da autora →